Foda-se! (em itálico)

Não percebo este tipo de comentários.

Como é sabido, também tive a sorte de visitar o mundo da fantasia da Disney e não ouvi nenhum Tuga a dizer um foda-se que seja, mas olhem que ouvi Espanhois (mais c’ás mães), Franceses, Irlandeses (aos pontapés), Ingleses e Italianos a dizer a palavra mágica na sua própria lingua.

A educação é transversal à nacionalidade e podem ter a certeza que nessa matéria batemos na generalidade os nossos compadres europeu (principalmente os do Sul da Europa).

Num local multicultural como foi o caso, a probabilidade do filho em questão associar a dita cuja palavra (que aparentemente desconhece) à nossa lingua materna, é muito reduzida. Com “tanto esforço” despendido no encobrimento e respectiva valorização do momento por parte da progenitora, o filhote (caso tenha efectivamente reparado) já deve calcular que foda-se é efectivamente um ganda palavrão Lusitano.

FODA-SE que só nos auto-flagelamos. Daqui a pouco temos de andar em “pés de Sininho” frente aos outros Tugas pois não vá parecer mal. Temos de acabar de vez com esse sentimento de inferioridade.

PS: Não tenho roupa da GAP!

3 Respostas to “Foda-se! (em itálico)”

  1. Mª João Nogueira Says:

    Foda-se é uma palavra que uso com relativa frequência, bem como outras saudáveis palavras do lindíssimo vernáculo português.

    No entanto, não o faço na presença de crianças (e tenho várias em casa).

    Num universo frequentado fundamentalmente por crianças de todas as nacionalidades (Disney) parece-me de muito mau tom usar palavrões, seja em que língua for.

    Se queremos proteger a língua, façamo-lo em expressões de utilização mais universal.

    O meu filho conhece a palavra Foda-se. E também sabe que não a deve dizer. Um adulto, ao dizer um palavrão à frente de uma criança, está a legitimar esse palavrão.

    Além disto tudo, ir para onde quer que seja gritar palavrões em português por achar que ninguém percebe é sinal de que se é saloio. Toda a gente sabe que há portugueses em todo o lado.

  2. Rodrigo Says:

    A força que cada palavra têm, depende da respectiva valorização que fazemos dela.

    O que devemos ou não fazer ou dizer depende sempre da consciência de cada um. Responsabilidade individual.

    Critico é quando elevamos a um “sentimento nacional” essa suposta falta de educação tida por um conterrâneo nosso. Infelizmente há por todo lado e países gente efectivamente rude e mal educada.

    Encontrei Tugas a trabalhar na Eurodisney (Hotel, Autocarros, Parque) e posso dizer que foram extremamente simpáticos e cordiais para comigo e com a minha familia, pese embora que o contacto inicial tenha sido um pouco frio e de desconfiança (vá-se lá saber porquê….)

  3. Mª João Nogueira Says:

    Cada cabeça sua sentença, dos vários portugueses que encontrei a trabalhar na Disney não tenho razão de queixa, antes pelo contrário 🙂

    É óbvio que as generalizações são sempre injustas, sei-o perfeitamente, mas não é nem a primeira, nem a segunda nem a terceira vez que encontro este tipo de atitude (como é óbvio, o português com quem me cruzo, e que não abre a boca, nem o reconheço). E gente mal educada há em todo o lado e de todas as nacionalidade e para todos os gostos.

    Ah, e o meu puto tem um sweat-shirt da Gap 🙂

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